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segunda-feira, agosto 10, 2009

O Leãozinho - Caetano Veloso

Oi, pessoas!

A fase meio underground passou, heh. O temeroso dia aconteceu com um belo céu ensolarado, em uma casa aconchegante de mulheres maravilhosas, com jardim, conversas, grama, conversas, luzes, rede, conversas, cães, alimentos, conversas, cura e energia que levaram para longe toda e quaisquer tristezas amarguradas e remoídas.

Mas não podia deixar de registrar o domingo que passou. Fica o registro para os meus queridos leões.

Amo-vos, meus enjubados.

Caetano Veloso - O Leãozinho
Composição: Caetano Veloso


Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho

Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho

Um filhote de leão raio da manhã;
Arrastando o meu olhar como um ímã...
O meu coração é o sol, pai de toda cor;
Quando ele lhe doura a pele ao léu...

Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba

quarta-feira, agosto 05, 2009

Na Sua Estante - Pitty

É... De tempos em tempos, o peso e a dor da lembrança vem à tona.

Eu não sei nem porque as pessoas continuam entrando nesse blog. Eu escrevo mais depressividades do que outra coisa! Mas enfim, já que você ainda está aqui, antes que vá embora, segue a musik da vez.


Na Sua Estante - Pitty
Composição: Pitty

Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
‘Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você ‘tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

‘Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar...


Quem me dera esse “demorar” não significasse “todo o sempre”. Quem me dera ele tivesse mandado notícias. Quem me dera eu não estivesse vivendo uma grande tragédia.

Há tempos que espero algumas feridas se fecharem; quem me dera que elas parassem de pulsar como pulsam, e de se dilatar como dilatam, e de me corroerem como me corroem. Sinceramente, eu sei que não vai passar... Não agora.

sábado, agosto 09, 2008

Encontros e Despedidas - Maria Rita

A vida é uma coisa tão maluca, não?

Encontros e Despedidas - Maria Rita
Composição: Milton Nascimento e F. Brant

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida


Hoje meu pai faria aniversário, mas ele já foi embora, me deixou e pegou seu trem...
Mas eu continuo, cada dia em busca do novo, das experiências, do carinho, do amor. Tenho vivido agora sem a felicidade de ter aquele abraço, mas buscando, e com graças alcançando, outras felicidades. E eu só tenho a agradecer a todos ao meu redor que me propiciam isso (e olha que muita gente não imagina quão importante é pra mim!).

Mas apesar de todas discussões e desentendimentos, e ele tendo partido só olhando a vida passar, e sem conhecer muito de mim, que aquele sotaquezinho português faz falta, faz. Um dia, quem sabe, quando eu desembarcar de um vagão qualquer, ele esteja lá para me abraçar, me apertar, porque estarei chegando... Quem sabe...


[EDIT: Aos que ainda podem, abracem...]