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domingo, março 29, 2009

Kung Fu Fighting

Bruno, Edson, Leandro, Thomas... Congratulações, queridos amigos!
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Estes quatro companheiros de treino lá do Clã de Artes Marciais, e eu, passamos mais uma provação em nosso caminho da arte marcial do Kung Fu.

Foram alguns bons meses de trabalho árduo, muito suor, abdominais, flexões, corridas, pinças, cavalos, gatos e falsos, alguns sofrimentos, joelho dolorido, um nariz sangrando... E ontem, após diversas dificuldades superadas (mas sem deixar a maré de felicidade levar o saber que novas estão por vir e que deverão ser superadas), passamos todos!

Rapazes, parabéns pela aquisição da primeira faixa de vocês! E, como esse blog é meu e não sou lá muito modesto, parabéns para mim também, né?! Agora me faltam quatro listras vermelhas... hehehe

Se passei para uma nova etapa (com o joelho meio ferrado, alguns erros que me deixaram irritados mas que serviram para canalizar melhor a energia nas explosões do kune nek kuen) e consegui passar no exame, foi graças aos ensinamentos que recebi do querido Professor Marcelo Bonnano. Obrigado por tudo, Marcelo!

Agora é descansar meus joelhos, acertar melhor os katis e partir para a nova fase, yeah! Recolherei-me um pouco, para cumprir o calendário de provas da faculdade, e mais, restabelecer o organismo e voltar com força total, até por que everybody was kung-fu fighting, those kids were fast as lightning, In fact it was a little bit frightening, but they fought with expert timing...



Tá, vai, ainda não chegamos ao relâmpago, e também à perfeita sincronia (claro, não somos de Chinatown, huauhauha). Foi meio estranho, isso sim, mas não nos faltou garra e espírito, e isso é o que importa, não é?

Trabalhemos arduamente, persistamos no caminho (seja ele de uma arte marcial, ou não), e sejamos completos no infinito vazio da vida! Isso que importa.... Namaste!

sábado, novembro 22, 2008

Beatriz - Ana Carolina

Mais tarde é a última apresentação do In Omnia Paratus em 2008. Nesse ano, foram diversas apresentações, e o processo mais rico do que nunca! Trabalho árduo na busca pelo elo entre corpo, mente e espírito. Sempre soube que não seriam em quase quarenta sábados que chegaríamos à perfeição, mas sempre soube também que o Caminho que percorremos era aquele mesmo a ser percorrido. Alcançamos nosso êxito, chegamos à plenitude do que fora possível. Eu vi coisas, dervish!

Particularmente, prosseguirei por estes Caminhos. Tanto da Arte Cênica quanto da Arte Marcial. Mas o que será dos outros? Muitos se foram, provavelmente mais alguns venham a partir, alguns de vez, e outros espero que só momentaneamente, cada qual com seu motivo. Farão-me falta. A Família Franco (Jaque, Estela, Helena e Raquel ), Gabriel...
Que a Roda continue a girar e que novos possam vir para trazer mais luz. Que alguns dos antigos se alegrem e voltem!


Beatriz - Ana Carolina
Composição: Chico Buarque e Edu Lobo

Olha, será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura o rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ah, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem "bis"
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida



Ah, como eu seria sem o Teatro!? Eu talvez não fosse...

Mesmo ele me dando tantas forças, ainda existem muitas máscaras a retirar...
Será que sou estrela? Comédia? Divino? Sorrio sempre, mas nem sempre estou feliz. Não choro num quarto de hotel, mas às vezes em um ônibus solitário com destino a São Bernardo. Quando saio da ribalta, o mundo cru muitas vezes incomoda; já não posso ser e fazer o que quero, e minha alma recrudesce a somente ocupar um corpo, com suas mais variadas elucubrações e revezes de emoções que para muitos são ininteligíveis.
Ah, se eu pudesse viver só das Artes, como eu seria mais completo!!!

A angústia é de me perguntar se um dia eu despencar do céu, quem vai me levantar?
Você vai entrar em minha vida?

sábado, agosto 09, 2008

A paz - Gilberto Gil

Como dito no texto anterior, ando feliz, apesar de qualquer pesar.

Minha vida tem caminhado em um bom ritmo, pena que mais rápido do que quatro horas de sono possam restabelecer. Mas deixa pra lá, tudo tem seu preço. Tenho me encontrado a cada dia, e conhecido e me relacionado com pessoas cujo bem eu consigo absorver, e sobre aquelas que não me trazem boas coisas, conseguindo não sair do meu caminho e manter o estritamente necessário que as relações sociais nos impelem a estabelecer.

Claro que nem tudo são flores, tenho meus medos e há espaços em mim ainda não preenchidos. Porém, meu estado de espírito está tão em alta que isso são coisas menores, e que pouco a pouco sinto que, mesmo sem elas, a vida é boa!, e só agindo que poderei completar essas lacunas. E, mesmo que não complete, não me consumirei em temores; a vida é boa!

A Paz - Gilberto Gil
Composição: Gilberto Gil & João Donato

A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais

A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino; A paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz

Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz

Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"


Teatro. Quero respirar isso, viver disso e morrer disso. A cada dia e a cada espetáculo que me toca, a certeza é maior. É no meio das Artes que minha alma se liberta e alcança alturas que nem eu imagino. É por elas que encontro espaços em mim que desconhecia, de onde acesso minhas energias criadoras e emano amor quando vejo o brilho de um olhar, porque olhos murchos sem alegria dizem menos que o coração.

Relações Públicas. Espero que através dela eu tenha a base e o impulso para viver teatro, e consiga expressar o âmago das minhas questões filosóficas em busca de respostas com mais facilidade.

Kung Fu. Graças à Ju (e quantos "graças" eu devo a essa pessoa tão especial!) conheci Kung Fu, e assim como graças à ela o bichinho do teatro me mordeu, o do Kung Fu também. Consciência corporal. Paz. Trabalho árduo. Objetivos. Conquistas. Trabalho árduo...