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sexta-feira, julho 18, 2008

Se essa rua fosse minha... (voltando a ser criança, parte III)

Olha só!
Houve uma música que mes pais cantavam para mim que eu não lembrei! É, eu tô ficando velho...
Mas ontem, assistindo o espetáculo de dança Passo, no Centro Cultural São Paulo, sob direção de Antonio Nóbrega, tive mais mémorias de minha infância reativadas! Foi divertoso! =D

Se essa rua fosse minha
autor desconhecido

Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Só pro meu, só pro meu amor passar...

Nesta rua, nesta rua, tem um bosque
Que se chama, que se chama, Solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração

Se eu roubei, se eu roubei seu coração
É porque tu roubastes o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração
É porque, é porque eu te quero bem...

Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Só pro meu, só pro meu amor passar...


Se essa rua, se essa rua fosse minha! Se esse mundo fosse meu!... Se o teu mundo fosse o meu, ah!...
Ah, se teus olhos, tua boca e teu sorriso fossem meus!?!?

Eu seria muito mais feliz. Mas o que eu faço pra roubar teu coração?!

sábado, julho 12, 2008

Voltando a ser criança... Ou simplesmente cataporeando... Parte II

Olá!

Ainda no meu momento resgatando-a-infância-esquecida-dos-tempos-em-que-o-maior-dos-problemas-era-ter-perdido-um-episódio-de-Cavaleiros-do-Zodíaco, segue uma música que dificilmente muitas pessoas conheçam.

(Sem nome)
(autor desconhecido)

Có-có-ró-có!
Cá-cá-rá-cá!
Poe-te na pá!
Faz um bolinho pro pobrezinho
que tá com a perna quebrada
- Quem a quebrou?
- Foi a galinha
- Quéd'a galinha?
- Tá pondo ovo
- Quéd'o ovo?
- Comeu a velha
- Quéd'a velha?
- Tá pra missa
- Quéd'a missa?
- Já foi dita, pelo padre da Carriça

Desconheço o nome dessa música, mas ouvi dizer que ela atravessou o oceano em um navio para levar alegria e diversão às crianças que um dia surgiriam, há mais ou menos uns quarenta e tantos anos, junto com uma família, composta por uma mulher e seu casal de filhos que deixaram suas terras portucalenses em busca de um amor viajante que estava cá em terrinhas canárias, arriscando tudo em busca dessa felicidade, depois de anos de luta e perseverança em uma vida sofrida, porém cheia de amor, afetos e carinhos.

A família, depois de meses, atracou no Porto de Santos.

A mulher tinha o coração exaltado; aguardava seu marido. O jovem magro, de sorriso austero e olhar aguçado, cuidando das bagagens, e a menininha, sentada ao seu lado, doce como uma flor e com uma roupinha rendada, aguardavam a chegada de meu avô.

******

Penso um pouco, e conto sete. Sete pessoas devem conhecer esta história. Talvez uma oitava pessoa a conheça, meio-parte da família, mas não sei precisar.

Dessas sete (ou oito), talvez três não a lembrem, ou não queiram lembrá-la. Dessas três, talvez uma não tenha legado a história a seus filhos, quem dirá essa música. Gosto de pensar que estou redodamente enganado.

Gostaria que a história de minha família se mantivesse não somente no rubro sangue que corre comum em nossas veias, mas também vívida na mente de todos nós, quatro filhos do jovem de sorriso austero e olhar aguçado e dois da menininha doce como uma flor, da família Carvalho Sequeira, independentemente do que possa ter havido no passado que ressequiu tanto os nossos sentimentos...


Findo este texto com um abraço àqueles cujos um dia eu pude chamar de "irmãos", e que hoje se colocam tão distantes de mim quanto o Tejo do Amazonas.

A minha esperança é saber que quase todo rio corre pro mar, e um dia o encontra...

quinta-feira, julho 10, 2008

Voltando a ser criança... Ou simplesmente cataporeando...

Ai, ai, como a vida é engraçada!
Uhm, quando a gente menos espera, tchibuum, a gente escorrega, passa a ver o mundo de outro ângulo e todos aqueles planos rolam ladeira abaixo.

Dia desses, uma música de ninar rodopiou pela minha cabeça, e a partir daí foi o estopim para eu tentar lembrar de todas as musiquinhas que minha mãe e meu pai e minha avó materna cantavam para embalar meu sono. Ah, e bem no dia em que eu me lembrei dessas canções, não me saltaram bolhinhas esquisitas e coceirentas pelo meu corpo, que eu descobri ser catapora? Isso mesmo, ca-ta-po-ra, varicela-zóster para os acadêmicos. Doença de criança que peguei depois de velho, olha só, tem cabimento?! E olha que eu tive infância... Hehehe

Algumas músicas eu lembrei, outras não. Mas foi bom, e foi ruim, lembrar desses momentos que tivemos juntos e de todos os carinhos que eu recebi quando criança, além dos passeios, dos almoços, das histórinhas que a Vó Mimi contava e tudo isso e muito mais que ficou marcado em mim para sempre, mesmo sendo esses carinhos os que mais me fazem falta hoje e que são os meus piores açoites em noites frias e solitárias como esta de hoje...

Melhorando o astral, e vendo que tudo tem seu lado bom, como o médico me deixou um bom tempo de molho, pelo menos eu posso aproveitar para ver alguns bons filmes aqui da Kisy, dar um jeito nas finanças do Conselho Branco, dormir até meio-dia (yes! yes! yes!), e quem sabe tomar um pouco de vergonha e arrumar meu armário. Ah, criança que é criança não arruma armário! =P

Vamos à algumas cantigas, bem conhecidas (depois eu posto mais).

Nana, neném

Nana, neném

Que a Cuca vem pegar;
Papai foi pra roça
e mamãe foi trabalhar.

Bicho tatu
sai de cima do telhado,
Deixa o menino dormir sossegado.

A Casa
Vinícius de Moraes

Era uma casa muito engraçada
não tinha teto, não tinha nada.
Ninguém podia entrar nela não
porque na casa não tinha chão.
Ninguém podia dormir na rede
porque na casa não tinha parede.
Ninguém podia fazer pipi
porque pinico não tinha ali.

Era uma casa muito engraçada
não tinha teto, não tinha nada.
Ninguém podia entrar nela não
porque na casa não tinha chão.
Ninguém podia dormir na rede
porque na casa não tinha parede.
Ninguém podia fazer xixi
porque pinico não tinha ali.

Mas era feita com muito esmero
na Rua dos Bobos, número zero.
Mas era feita com muito esmero
na Rua dos Bobos, número zero.


Minha mente é como essa casa. Não tem muito teto, quase não tem chão, não sei onde estão as paredes (só deve ter uma ou outra fundação, e olhe lá!). Porque em muitos momentos ela se desfaz e se reconstrói conforme o que penso, o que faço, quem vejo, com que faço, tirando velhas e poucas bases que me norteiam, mas que ao bater de asas de uma borboleta azul podem ser revistas e refeitas.
As portas dessa casa estão abertas. Faço-te um convite para entrar e desvendar os diversos salões, as inúmeras dispensas, os poucos banheiros, os milhares de quartos, as exuberantes cozinhas, e me acompanhar nessa aventura de desvendar, arquitetar, colorir e mobiliar esse espaço tão sem fim...

Que essas canções relembrem a sua velha infância e que embalem o teu sono!
Abraços super apertados e carinhosos, e beijos bicudos e molhados, que nem os das crianças

EDIT: mudei o template para contemplar o momento infantil, ajajajaja

domingo, junho 29, 2008

La Cucaracha II

Ouvi ontem uma outra versão de La Cucaracha, durante a apresentação de "Menudo Tremendo", espetáculo teatral que eu tive o privilégio de assistir três vezes, parte do evento Diálogos Cênicos Brasil-Espanha, no Centro Cultural São Paulo, ocorrido de 22 a 29 de junho de 2008, com grupos de artes cênicas brasileiros e espanhóis com o tema hibridismo.
Essa é uma versão mais.. bem... digamos, jovem e contemporânea, isso, jovem e contemporânea!

La Cucaracha
La cucaracha, la cucaracha
Ya no puede caminar
Porque no tiene
Porque le falta
Marijuana pra fumar!

quinta-feira, junho 26, 2008

La cucaracha (y mi infancia)

¡Hola! ¿Que tal?

Antes de ayer asisti un espetaculo teatral, hibrido, y tuve la oportunidad de hablar con actores españoles. Y después, para mi sorpresa, otro grupo hispano presentó una música que me ha hecho recordar de mi infancia.

Dedico este texto a Lully, mi amiga-madre-hermana-compañera, que me presentó la lengua española y muchissimas otras cosas de la vida. Neoqeav, Lully!

La cucaracha
La cucaracha, la cucaracha
Ya no puede caminar
Porque no tiene
Porque le falta
Una patita de atras

He dicho que las cucarachas son animales importantes... Escuchando la música, voy hacer las cosas que tengo voluntad, volveré a mis pensamientos de la infancia más puros, antes qué perca mis patitas de atras.

¡Hasta luego!